Coisas da Mo

textos de uma mãe, jornalista, cronista…

The River Raid produz novo álbum com dez faixas de puro rock abril 7, 2009

Filed under: dicas,textos — moazevedo21 @ 11:01 pm
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Os pernambucanos  finalizam seu segundo trabalho após tocar em um dos festivais independentes mais importantes do mundo

 

 

Fãs do rock: preparem-se. O novo CD da banda pernambucana The River Raid está para sair no mês de junho. Em fase final de mixagem e masterização, traz dez faixas de som pesado, característica da banda, que possui em sua formação três guitarristas. O álbum foi gravado em fita analógica para buscar uma sonoridade mais rock, sem abandonar as linhas dos sintetizadores, nem os beats influenciados pela música eletrônica. O disco é pré-produzido em parceria com Rodrigo Coelho e quem assina a produção é Felipe Tichauer (Red Traxx).

 

Nascida há dez anos, no auge do movimento Manguebeat, a The River Raid se destaca ao tentar fazer um rock regional sem utilizar instrumentos da cultura local. O resultado desta mistura foi uma série de convites para tocar na gringa, principalmente nos Estados Unidos. A última performance deles na terra do Tio Sam foi no festival South by Southwest (SXSW), em Austin, Texas. O festival contou com apresentações de Juliette Lewis e Ben Harper.

 

Pelas terras tupiniquins, eles abriram dois shows da banda Paramore. Também estão participando do Levi’s Music, projeto no qual a marca investe em figurino, clipes, gravação e prensagem de CDs dos artistas escolhidos. Para o Levi’s Music a banda acaba de gravar o clipe de 420 Hora Local, música do primeiro CD.

 

Não deixe de conhecer o som dos caras e aguardar o novo CD. A banda é formada por Guzz (bateria), Ricardo Leão (guitarra, voz), Eduardo Pereira (baixo), Antonio Ferreira (guitarra, voz) e Gilberto Bezerra (guitarra).

 

 www.myspace.com/riverraid

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Moinho em novo projeto maio 13, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 1:39 am
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Moinho participa de novo projeto de Max Pierre – Um Barzinho, um Violão

 

Amanhã o Moinho tem compromisso logo cedo. O trio formado por Emanuelle Araujo, Lan Lan e Toni Costa participam da gravação do projeto Um Barzinho, um Violão – Novelas Anos 70, produzido por Max Pierre e com direção musical de Guto Graça Mello. A banda, que lançou seu primeiro álbum no mês passado, grava a musica de Toquinho e Vinicius de Moraes chamada Meu Pai Oxalá. O CD e o DVD captados ao vivo nos dois dias de gravação 12 e 13 de maio) serão lançados no segundo semestre via Universal Music. Está sendo prevista também uma edição em Blu-Ray – o DVD de alta definição – até o fim do ano. Eis as músicas e os intérpretes agendados para os dois dias de gravação do CD e DVD:

 

Gravação de 12 de maio:
Caetano Veloso  Moça (Wando)
Casuarina  Meu Drama (Silas de Oliveira e Joaquim Ilarindo) Elba Ramalho – Pombo Correio (Moraes Moreira)
Herbert Vianna  Capitão de Indústria (Marcos e Paulo Sérgio Valle)
Jorge Aragão  Pecado Capital (Paulinho da Viola)
Jorge Vercillo  Fascinação (versão de Armando Louzada)
Luiza Possi  Teletema (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar)
Marjorie Estiano  Broto Legal (versão de Renato Corte Real)
Mauricio Manieri  Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski)
Moinho  Meu Pai Oxalá (Toquinho e Vinicius de Moraes)
Papas da Língua  Pensando Nela (Dom Beto)
Zeca Pagodinho  Martin Cererê (Zé Catimba)

Gravação de 13 de maio:
Celso Fonseca  Enrosca (Guilherme Lamounier)
Diogo Nogueira  Você Abusou (Antonio Carlos e Jocafi)
Dudu Nobre  Malandragem Dela (Tom e Dito)
Fernanda Takai  Pavão Misterioso (Ednardo)
Isabella Taviani  Um Jeito Estúpido de te Amar (Isolda e Milton Carlos)
Lobão  Como Vovó já Dizia (Raul Seixas/Paulo Coelho)
Margareth Menezes  Filho da Bahia (Walter Queiroz)
Marina Elali  Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi)
Paula Toller  Sonhos (Peninha)
Pedro Mariano  Beijo Partido (Toninho Horta)
Tunai  Nuvem Passageira (Hermes Aquino)
Zélia Duncan  Paralelas (Belchior)

 

Thais Gulin abril 28, 2008

Filed under: dicas,textos — moazevedo21 @ 2:49 am
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Emprestado do Blog do Mauro Ferreira:

Nada óbvia, Gulin exibe personalidade em cena

Resenha de show
Título: Thaís Gulin
Artista: Thaís Gulin
Local: Cinemathéque Jam Club (RJ)
Data: 25 de abril de 2008
Cotação: * * * 1/2

Lançado discretamente no fim de 2006, pela gravadora Rob Digital, o primeiro ótimo disco de Thaís Gulin revelou cantora interessante, hábil na escolha de um repertório que nunca é óbvio. Qualidades confirmadas e até amplificadas na apresentação feita por Gulin na casa carioca Cinemathéque, em Botafogo, bairro da Zona Sul carioca. Em cena, a intérprete curitibana – radicada no Rio – esbanja personalidade e força que disfarçam o timbre até comum de sua voz. E o fato é que o canto de Thaís Gulin nunca soa trivial no palco e até ganha intensidade, projetando artista segura.
A artista entrou tensa em cena e abriu o show com Garoto de Aluguel (Taxi Boy) sem reeditar o êxito obtido no disco com a releitura deste tema menos conhecido de Zé Ramalho. Em seguida, carregou na dramaticidade ao interpretar História de Fogo, parceria de Otto com a atriz Alessandra Negrini que trilha os caminhos passionais da canção popular. Aos poucos, contudo, Gulin foi achando o tom sem soar linear. Cisco, parceria de Carlos Careqa com Zeca Baleiro, exemplifica a habilidade da cantora para transitar pelos lados B da música brasileira. Os que ninguém ouve.
A ligeira leveza que faltou ao samba Alegria (Arnaldo Antunes) começou a ser encontrada pela cantora ao entoar o samba De Boteco em Boteco (Nelson Sargento), costurado de forma inteligente com Alabama Song (Whisky Bar), tema do repertório do grupo The Doors. A partir daí, o show engrenou. A guitarra de João Gaspar deu peso a 78 Rotações, parceria de Jards Macalé com Capinan, outro exemplo da capacidade de Gulin de descartar obviedades do baú da MPB. De cantar com personalidade o que ninguém canta. Nesse sentido, Cama e Mesa – música de Roberto e Erasmo Carlos, lançada pelo Rei em seu álbum de 1981 – ganha outro sentido na voz viril de Gulin. No início, ela ralenta o ritmo da música e, aos poucos, vai turbinando o número, saboreando com paixão os versos sensuais escritos com volúpia pelos autores.
Com igual desembaraço e com sua habitual força cênica, mas sem pesar demais a mão, Gulin desfia os versos desaforados do Samba Desavec – composto pela cantora em parceria com Mombaça – e envereda pelos meandros da vanguarda paulista em Cinema Incompleto (Núpcias), tema de Arribo Barnabé para o qual Gulin escreveu letra. É quando ela já se sente dona da cena. De fato e de direito, como atestara momentos antes um dos números mais belos do show, Defeito 10: Cedotardar, em que Gulin realça o lirismo da canção de Tom Zé, pontuada pelo acordeom de João Bittencourt (De Tom Zé, aliás, o roteiro inclui também o samba Augusta, Angélica e Consolação – uma das músicas ausentes do disco, idealizado pela cantora e produzido por Fernando Moura).
O acordeom tocado por Bittencourt permanece em cena em Cinema Americano, música de Rodrigo Bittencourt (compositor da faixa-título do terceiro CD de Maria Rita, Samba Meu). O tema de Bittencourt é jóia que reluz na voz de Gulin, que sai de cena ao som do Hino de Duran – à esta altura já com o público seduzido pelo canto e pelo gestual tão fortes quanto o repertório. Se não enfraquecer sua personalidade em nome dos caprichos do insano mercado fonográfico, Thaís Gulin tem tudo para brilhar intensamente na nação das cantoras. É apenas questão de tempo…
 

São Paulo março 9, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 9:55 pm
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Já moro em São Paulo há mais de 4 anos. Minha filha nasceu aqui. Mas tem coisas que não me acostumo e não me sinto uma cidadã paulistana. Por exemplo. Não me visto como a maioria da mulherada aqui: jeans justissimo, camiseta colada e scarpins. Sou completamente diferente. Adoro uma camiseta mais soltinha, bermuda e tênis. Ou saia com botas.

Tem algumas coisas que sinto desde que me mudei pra cá. Tenho sempre a sensação de que esqueci algo, de alguma coisa. É uma inquietação estranha. Sempre espero que as coisas se resolvam. Depois que eu arrumar uma empregada realmente boa, depois que eu receber uma boa grana, depois que eu reformar o apto, depois que eu perder uns 6Kg, depois, depois, depois… sempre depois! Mas espero realmente que tudo isso aconteça. Espero também que a minha inquietação pare. É. Se vá. Sem tormenta. Porque já tenho tormentas demais na minha cabeça. E sei que tudo isso continua. Que as coisas sempre acontecem e que nossas vidas não estão sempre no eixo. Ainda vou dar volta e voltas ao meu redor, apagar vários incêncios que eu mesma causo. No fim de tudo isso, ele me encara com aquela calma oceânica e sei que vou dormir em paz.

 

Solidão é bom! março 5, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 3:49 am
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Descobri que a minha vida depende única e exclusivamente de mim. E que tanto é possível ser feliz com alguém quanto sozinho.

 

Pode Sofrer… um dia passa! fevereiro 28, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 11:38 pm
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Relacionamentos naufragados são como domingos de chuva: sabemos que não servem pra nada, mas insistimos que podem ser úteis pra alguma coisa. E aí, depois de reembarcar na canoa furada, arrumamos mais argumentos para sustentar as lamentações sobre o quão infelizes somos nós. Mas esquecemos que fomos (re)conquistados porque teimamos em ter fé em coisas que não dependem de fé, acreditamos que o que era ruim até um segundo atrás poderia ter se tornado perfeito e reluzente. Fomos seduzidos pelo que quisemos ver e não pelo que estava, de fato, na nossa frente; nos agoniamos por não ter respostas pras nossas dúvidas e projetamos todas as soluções na “presença curadora” do outro. Tudo isso porque não fomos “curados”.

Mas elas não vêm. E a mágoa volta. Dobrada. Chorosos, putos da vida, pedimos ao céu uma explicação razoável para o bis do sofrimento. Tentamos nos consolar em ombros de amigos, livros de auto-ajuda, sexo fácil, mas a explicação teima em não vir. Não adianta procurar debaixo do sofá, porque ela está estampada na sua testa: você sofre porque é uma besta. É… todo mundo passa por isso.

A experiência vivida com aquela pessoa “magnânima” nos deu avisos suficientes de que a relação, se fosse um sapato, não era do tamanho do nosso pé: ou vai nos dar calo (de novo) ou cair no meio da rua. Vimos com nossos próprios olhos todos os problemas; os gritos das brigas arranharam a garganta e mesmo assim lá estamos nós insistindo em dar murro em ponta de faca. Tentando desesperadamente acreditar que dois monólogos podem fazer um diálogo – feliz e agradável, além de tudo. Mas a única coisa que conseguimos são mais calos, ainda mais doídos, que machucam ainda mais. O sapo é sapo, e só, enterre as ilusões. Não estou dizendo que existam pessoas ruins. De forma alguma. Apenas ruins pra você.

O fato é que, por comodismo, nos acostumamos até com a infelicidade de um relacionamento capenga. O temor diante do novo nos priva da grande alegria de descobrir que o mundo é maior que a nossa dor-de-cotovelo, que o cheiro ou os traços do(a) ex. Esse temor da rejeição, da exposição, da falta de controle perante o que não conhecemos é o que de mais castrador podemos fazer a nós mesmos. “Tá ruim, mas todo mundo tem problemas, não é?”, como se isso fosse desculpa. Quer dizer que você vai comer cocô só porque 1 bilhão de moscas comem? Se os outros são sentimentalmente miseráveis, azar o deles! Não cabe a você solucionar a vida alheia.

Ansiar por um momento que nunca se repetirá é apenas o outro lado de ansiar por um momento que passou pra sempre. O passado só é lindo porque já foi. Não adianta tentar reproduzir as cores dele no presente porque o tom nunca será o mesmo. Nem você. Nem o outro. Nem o que os cerca. Esse presente (re)fantasiado, por melhor que seja, nunca se igualará às suas expectativas ou lembranças. E acabará, fatalmente, em decepção.

Quer saber? Levante a âncora. Porque quem anda olhando pra trás acaba tropeçando – e, pior, perdendo toda a paisagem.  Cabeça erguida. Olhe pra frente. deixe o passado lá… na lembrança… ou enterre!!! Viva o hoje. O agora. O presente. Seja feliz. Eu sou.

 

Dias e Dias… fevereiro 12, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 3:24 am
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Todos nós temos dias e dias. Dias bons e alegres, dias ruins, dias tristes, dias que nem sabemos classificar direito. Hoje o dia tá estranho, dia ruim, cinza! Nada de grave aconteceu, pelo menos com a minha pessoa… mas acho que a esperança se esqueceu de acordar comigo. É, as vezes ela esquece mesmo. Vai ver estava ocupada quando levantei hoje cedo.Ligo a TV e é tanta ignorância, injustiça, tantos dramas diferentes, tanta coisa triste, violência… que o meu vira quase piada! Quase. Às vezes tenho a sensação de que o mal vai vencer o bem. Como pode? E a nossa esperança? Ela se esqueceu de mim hoje. E os outros dias? Dá vontade de chorar. A dor toma conta do peito… e com o peito cheio vem mesmo o choro. Mas que coisa!!!
 
Junto com o choro vem a decepção. Isso é um troço difícil de lidar, como pode o ser humano ser então é indigesto? É essa a minha impressão quando assisto aos noticiários e vejo tanta coisa ruim acontendo. O amor e a união tem que ser maior que a ira, que a inveja, que o ódio. Mas no reino do Brasil, a impunidade domina e a justiça tarda e por aqui costuma falhar.
 
Eu ia vestir preto hoje. Desisti. Hoje é segunda-feira. Vesti branco pros meus orixás… eita! Ó a esperança acordando!!!!