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:: A mineira que conquistou a Europa :: janeiro 19, 2009

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Glaucia Nasser tem seu terceiro álbum entre os 20 melhores discos brasileiros de 2008 na Europa

 

Sem músicos na família, morando em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, longe dos grandes centros, Gláucia Nasser tinha tudo para desistir do sonho de cantar. No começo, deixou-se dominar pela razão: estudou e trabalhou como executiva, afinal, era esse o caminho esperado para ela. Mas essa mineira não se deixou levar pela razão e seguiu o caminho do coração. Hoje, já com três discos lançados e preparando seu quarto álbum, ela colhe frutos até na Europa. O jornalista europeu Daniel Achedjian – fã da música brasileira – a encontrou no myspace e ficou encantado com sua voz. Numa viagem ao Brasil, ele a entrevistou e conheceu toda a discografia da artista. Agora no inicio do ano, Daniel fez uma lista dos 20 melhores discos brasileiros de 2008 e o álbum A Vida Num Segundo, terceiro da Gláucia Nasser, marca presença.

 

Glaucia Nasser lançou seu primeiro álbum em 2002 de forma totalmente independente. Surpreendentemente, mesmo com as dificuldades encontradas para a divulgação, um dos pesquisadores da Putumayo ouviu o CD, gostou e colocou numa compilação de música brasileira junto com Caetano Veloso e Chico Buarque. Era o primeiro sinal de reconhecimento para a voz da mineira. Outra boa surpresa estava por vir: a mesma faixa foi escolhida por um dos maiores supervisores musicais dos EUA e incluída na trilha sonora do filme The Visitor. A estreante, que lançou seu trabalho sem o apoio de uma gravadora, já começava a chamar a atenção pelo talento.

 

Para o segundo CD, ganhou de Ivan Lins e Celso Viáfora uma canção inédita. Ivan fez questão de gravar e enviar para a Glaucia. Nesser. Para o mesmo disco, ela recebeu inéditas de Paulinho da Viola e Totonho Vileroy. O álbum, intitulado Bom Demais, foi lançado em 2006 e trouxe para a cantora a sensação de ter feito a escolha certa. Gláucia, que teve muitos motivos para desistir do objetivo de subir aos palcos e mostrar sua voz, se consolidava entre os nomes da MPB.

A música Balanço Zona Sul, de Tito, Madi ganhou um novo arranjo e logo depois um remix. “O videoclip foi veiculado em quase  todos os aeroportos do Brasil porque alguém gostou muito e assim o fez” – disse Glaucia. Até mesmo o vídeo release foi veiculado em aeroportos. Em um mercado cada vez mais cercado por acordos, ter sua música divulgada apenas por agradar é raridade.

 

Depois de apenas três anos como cantora, estréia no Canecão abrindo o show de Flávio Venturini, lugar disputado por outras cantoras e gravadoras. O sucesso da noite garantiu a  super bem sucedida turnê pelo sul com o músico. Gláucia ainda voltou ao Canecão, dessa vez convidada para um projeto da Petrobrás, no qual dividiu o palco com Edu Kriger e Anna Luiza, sendo a única nova cantora mineira a participar do espetáculo. Motivada com a receptividade do público e o reconhecimento pelo seu trabalho, foi a São Paulo para duas apresentações no Bourbon Street com casa cheia.

 

A personalidade forte de Gláucia fica evidentes desde o momento em que largou a vida no interior de Minas Gerais e acreditou em um novo rumo. A ousadia se completa no terceiro CD, A Vida Num Segundo, trabalho no qual explora seu lado compositora e dá o tom autoral às canções. Nesse álbum, a mineira não deixa dúvidas: está à vontade para ser o que sempre sonhou e isso transparece em cada frase escrita por ela. O CD mereceu destaque no site do Nelson Motta, Sintonia Fina. Aliás, desde o primeiro álbum, Nelson fala muito bem da cantora e agora também da compositora.

 

A canção Amor Fugaz emplacou nas rádios de São Paulo, o que lhe rendeu a participação no projeto Quartas Musicais, que escolheu as cantoras com mais destaque na capital paulista. O segredo para conseguir dar essa virada na vida e colher ótimos resultados por seguir um sonho que parecia distante, pode estar no ponto mais óbvio: a voz. A fonoaudióloga Silvia Pinho, doutorada em voz cantada, responsável por treinar artistas da Globo e  vozes do Municipal de São Paulo, além de ministrar cursos na Europa, afirma que Gláucia usa a voz de uma forma inusitada. Segundo ela,  a diferença está em usar toda a caixa acústica, algo raro hoje em dia, numa geração em que a maioria das cantoras  usa praticamente uma ou duas ressonâncias. Silvia diz que Gláucia trabalha as 4 principais e as intermediárias, feito realizado por cantoras como Sarah Vougan, Ella Fitzgerald e Elis Regina.

 

É inquestionável a beleza da voz de Gláucia Nasser, mas, retomando sua trajetória, o que fica marcado é a mistura do talento com a coragem de perseguir seus objetivos. O resultado só poderia ser uma cantora que merece a atenção cada vez maior que recebe de público e crítica.

 

Sobre o jornalista belga Daniel Achedjian – Daniel Achedjian nasceu em 1964 em Bruxelas, Bélgica. Formou-se em História da Arte e em Jornalismo, e sempre manteve uma estreita ligação com a música – sua grande paixão. Trabalhou na década de 80 como crítico de rock e soul anglo-americanos para uma revista européia especializada. Foi por essa via, ainda indireta, que Daniel fez contato com o Brasil e sua cultura, em 1988. A partir de 2003, depois de uma viagem especialmente marcante ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à crônica da Música Popular Brasileira, no intuito de divulgá-la na Europa de língua francesa. Para tanto chegou a criar um programa de rádio na Belgica – “Tropicália”. Hoje, depois de mais de trinta viagens ao Rio, o jornalista é detentor de um arquivo pessoal de cinco mil CDs, mil DVDs musicais, milhares de horas de gravações em VHS e centenas de livros sobre a MPB. No entanto, o material mais precioso do jornalista é uma coleção de entrevistas realizadas ao longo dos últimos 20 anos. Dela constam relatos inéditos de compositores, intérpretes e outros personagens famosos do cenário musical brasileiro – do tradicional ao contemporâneo.

 

A história de amor entre o jornalista belga e a cultura brasileira pode ser conferida em detalhes nos seguintes registros: numa entrevista concedida ao JB em março de 2004, e num post da eurojornalista brasileira Ivna Maluly para o blog “Europa: Capital Bruxelas” em 2007 – Globo Online.

 

Confira: http://daniel-achedjian.blogspot.com

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Banda Offline entra na onda das camisetas com frases divertidas

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Já reparou nas frases engraçadas estampadas nas camisetas? Elas voltaram com tudo e a banda carioca Offline pegou carona na marca Trapo Chic e veste as criações tanto no palco como fora dele. “São frases divertidas, com desenhos bacanas, tudo a ver com nosso astral” – disse Pedro Burgos, vocalista do grupo. As fãs também adoram as estampas com frases irreverentes e aprovam o visual dos meninos! Têm estampas para todos os gostos, é só procurar a que combina mais com seu estilo, e claro, se divertir lendo as camisetas que o pessoal usa por aí!

 

  

 Sobre a Offline:  

 

 Banda OFFLINE lança CD de estréia homônimo incluindo o web-hit “Sete a Uma”

 

O início desta história não poderia ser mais comum: quatro amigos de infância que compartilhavam a mesma paixão pela música decidem unir seus talentos formando uma banda de rock. Assim nasceu, há três anos, a banda OFFLINE, de Pedro Burgos (voz e guitarra), Diego Lara (bateria), Marco Tepedino (guitarra) e Gabriel Marcondes (baixo). No entanto, se tem um caminho do qual essa banda passa longe, é o do lugar-comum. Pode-se dizer que o quarteto carioca gosta mesmo é de ir contra as tendências e prova que, para ser pop não precisa ser óbvio.

 

De cara, o primeiro diferencial da OFFLINE nos salta aos olhos – ou melhor, aos ouvidos: a formação musical consistente e variada do quarteto, que vai do  heavy metal à MPB, sem nenhum preconceito. Essa riqueza de influências se reflete no disco – e no palco – através de arranjos bem executados e melodias envolventes. Outro aspecto incomum numa banda pop atual é a não-rotulação sonora, no contexto de um mercado fonográfico que está sempre à cata da “melhor-banda-de-todos-os-tempos-da-última-semana” e que faz o som da moda no momento. Definitivamente, a OFFLINE não cabe nessa prateleira. Sua sonoridade poderia ser definida como um pop rock sentido e preciso, que varia de violões a solos virtuosos com bom gosto. Depois de uma primeira audição, fica a certeza de que se está diante de músicos que sabem exatamente o quê, por quê e como estão tocando. Isso faz toda a diferença nos dias de hoje.

 

O repertório deste CD homônimo de estréia da OFFLINE é composto por dez faixas inéditas, todas de autoria do vocalista e guitarrista Pedro Burgos. O destaque vai para as boas baladas românticas no melhor estilo hard-rock, em cuja interpretação, Pedro imprime emoção na medida certa: sentimentalismo e pegada andam juntos neste disco. Seus versos revelam sem pudor as dores e as delícias típicas da adolescência, ora com pitadas de humor (como na faixa “Final feliz”), ora com certa melancolia (como em “Sozinho”), mas sempre embalados por irresistíveis melodias em bases pop muito bem tocadas, como em “O Sonho Que Eu Criei”. A cereja do bolo é a faixa “Sete a Uma”, um verdadeiro web-hit que ganhou força na rede graças à divulgação espontânea dos fãs. A música que fala da “virada de jogo” que sofre um namoro parece ter causado uma identificação imediata nos jovens internautas. Não por acaso, ela é o primeiro single do disco, com direito a videoclipe e tudo mais.  

 

Apesar da pouca idade de seus integrantes – os quatro estão na fase dos 20 anos – a banda OFFLINE tem uma maturidade musical que se traduz no desejo constante do aperfeiçoamento e do aprendizado, e na busca incessante pela qualidade em todos os aspectos envolvidos. A preocupação em conceber um (primeiro) disco com a máxima qualidade possível os levou a uma longa fase de escolhas, experimentos e amadurecimento de idéias.

 

O resultado de tanta dedicação está em OFFLINE, o disco, cujo primeiro sucesso, Sete a Uma, já pode ser ouvido nas rádios do país. Em tempos de informação veloz e descartável, é empolgante ver o surgimento de uma banda que tem na essência a busca da evolução, que escolhe trilhar o difícil caminho da melhoria contínua a despeito da superficialidade que é lugar-comum na cultura pop dos dias de hoje.

 

Links:

www.bandaoffline.com.br

www.fotolog.com/banda_offline

www.myspace.com/bandaoffline

 

Sobre a Trapo Chic:

www.trapochic.com

 

Blog da Trapo Chic:

trapochic.wordpress.com