Coisas da Mo

textos de uma mãe, jornalista, cronista…

Pode Sofrer… um dia passa! fevereiro 28, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 11:38 pm
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Relacionamentos naufragados são como domingos de chuva: sabemos que não servem pra nada, mas insistimos que podem ser úteis pra alguma coisa. E aí, depois de reembarcar na canoa furada, arrumamos mais argumentos para sustentar as lamentações sobre o quão infelizes somos nós. Mas esquecemos que fomos (re)conquistados porque teimamos em ter fé em coisas que não dependem de fé, acreditamos que o que era ruim até um segundo atrás poderia ter se tornado perfeito e reluzente. Fomos seduzidos pelo que quisemos ver e não pelo que estava, de fato, na nossa frente; nos agoniamos por não ter respostas pras nossas dúvidas e projetamos todas as soluções na “presença curadora” do outro. Tudo isso porque não fomos “curados”.

Mas elas não vêm. E a mágoa volta. Dobrada. Chorosos, putos da vida, pedimos ao céu uma explicação razoável para o bis do sofrimento. Tentamos nos consolar em ombros de amigos, livros de auto-ajuda, sexo fácil, mas a explicação teima em não vir. Não adianta procurar debaixo do sofá, porque ela está estampada na sua testa: você sofre porque é uma besta. É… todo mundo passa por isso.

A experiência vivida com aquela pessoa “magnânima” nos deu avisos suficientes de que a relação, se fosse um sapato, não era do tamanho do nosso pé: ou vai nos dar calo (de novo) ou cair no meio da rua. Vimos com nossos próprios olhos todos os problemas; os gritos das brigas arranharam a garganta e mesmo assim lá estamos nós insistindo em dar murro em ponta de faca. Tentando desesperadamente acreditar que dois monólogos podem fazer um diálogo – feliz e agradável, além de tudo. Mas a única coisa que conseguimos são mais calos, ainda mais doídos, que machucam ainda mais. O sapo é sapo, e só, enterre as ilusões. Não estou dizendo que existam pessoas ruins. De forma alguma. Apenas ruins pra você.

O fato é que, por comodismo, nos acostumamos até com a infelicidade de um relacionamento capenga. O temor diante do novo nos priva da grande alegria de descobrir que o mundo é maior que a nossa dor-de-cotovelo, que o cheiro ou os traços do(a) ex. Esse temor da rejeição, da exposição, da falta de controle perante o que não conhecemos é o que de mais castrador podemos fazer a nós mesmos. “Tá ruim, mas todo mundo tem problemas, não é?”, como se isso fosse desculpa. Quer dizer que você vai comer cocô só porque 1 bilhão de moscas comem? Se os outros são sentimentalmente miseráveis, azar o deles! Não cabe a você solucionar a vida alheia.

Ansiar por um momento que nunca se repetirá é apenas o outro lado de ansiar por um momento que passou pra sempre. O passado só é lindo porque já foi. Não adianta tentar reproduzir as cores dele no presente porque o tom nunca será o mesmo. Nem você. Nem o outro. Nem o que os cerca. Esse presente (re)fantasiado, por melhor que seja, nunca se igualará às suas expectativas ou lembranças. E acabará, fatalmente, em decepção.

Quer saber? Levante a âncora. Porque quem anda olhando pra trás acaba tropeçando – e, pior, perdendo toda a paisagem.  Cabeça erguida. Olhe pra frente. deixe o passado lá… na lembrança… ou enterre!!! Viva o hoje. O agora. O presente. Seja feliz. Eu sou.

 

Mais relaxada, Aydar volta bem à cena carioca fevereiro 24, 2008

Filed under: Sem-categoria — moazevedo21 @ 1:41 am

crédito: Nikhil 

Resenha de show
Título: Kavita 1

Artista: Mariana Aydar
Local: Caixa Cultural
Data: 22 de janeiro de 2008
Cotação: * * * *

“Faz um ano que eu não canto aqui. Então estou com a corda toda”, avisou Mariana Aydar logo após abrir com o samba Minha Missão (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1981) a primeira das duas apresentações cariocas de seu show Kavita 1 programadas pelo Caixa Cultural. Foi o retorno da cantora paulista ao Rio de Janeiro quase um ano depois de a sua gravadora – a Universal Music – ter promovido um show no Centro Cultural Carioca para apresentar oficialmente a artista aos formadores de opinião da cidade. Sem a tensão daquela apresentação de 7 de março de 2007, dirigida aos críticos e vips, Aydar se mostrou mais relaxada no palco. Ou nem tanto. “Estava nervosinha antes do show”, confidenciou a cantora ao público já no fim da apresentação, depois de cantar Festança, parceria com Duani, e antes de fechá-la com Menino das Laranjas.

Se estava nervosa, Aydar não deixou transparecer o nervosismo em cena. Ela já entrou no palco com segurança, reafirmando sua forte presença cênica e uma intensidade vocal que não salta aos ouvidos com a audição de seu (ótimo) primeiro álbum, Kavita 1, cujo repertório sustenta o roteiro do show. Aliás, houve poucas modificações no roteiro neste intervalo de um ano em que Aydar ficou fora do Rio. As boas novidades foram 1, 2, 3 – uma música do repertório da cantora francesa Camille, de estilo moderninho – e Beleza Pura, o sucesso de Caetano Veloso que o Skank rebobinou para a trilha sonora da novela homônima recém-estreada na Rede Globo e que Aydar já havia interpretado antes no programa Som Brasil dedicado ao compositor e exibido pela mesma TV Globo. “Eu quero deixar claro que a a gente já fazia essa música antes da novela”, se apressou em explicar Aydar antes de entoar o primeiro verso. E nem era preciso. Sob a cama percussiva de Fumaça e da bateria de Duani, a cantora reviveu o tema de 1979 com graça. No todo, o show deixou a certeza de que Mariana Aydar voltou muito bem à cena carioca, com direito à cúpula da Universal na platéia.

 

política e opinião fevereiro 17, 2008

Filed under: Sem-categoria — moazevedo21 @ 7:27 pm
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Ai ai jornalismo… Neste estranho ofício de dar palpite a gente se obriga a ter uma opinião pronta sobre tudo, ou pelo menos fingir que tem. Muitas vezes só descubro o que penso de determinado assunto quando escrevo sobre ele, e não é raro me surpreender com o que penso. Mas se há um assunto sobre o qual eu peço humilde licença para não ter uma opinião é política. Não sei o que eu penso sobre essa pouca vergonha de Brasília, cartão coorporativo, prefeitura de São Paulo, governo… Cada um tem sua opinião… eu, não!!!

E eu que sempre tenho uma opinião pra tudo. Dou pitaco a torto e a direita!!!

 

Mariana Aydar no Sesc Pinheiros fevereiro 14, 2008

Filed under: dicas — moazevedo21 @ 4:47 pm
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kavita-preto.jpgMariana Aydar se apresenta no Sesc Pinheiros numa noite em homenagem a Gonzagão e Gonzaguinha

A noite promete ser memorável e dançante, com direito a forró e baião em homenagem ao mestre Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho Gonzaguinha (1945-1991). Dona de voz forte e de interpretação madura, a cantora e compositora Mariana Aydar, sobe ao palco do Sesc Pinheiros junto com Chico César, Daniel Gonzaga (filho de Gonzaguinha), Selma Reis, Laura Lavieri e Vânia Bastos. Algumas faixas que marcaram as carreiras de pai e filho como Numa Sala de Reboco e Pau-de-Arara, do rei do baião, Achados e Perdidos e Sangrando, de Gonzaguinha.

O espetáculo reúne trechos de vídeos inéditos dos homenageados. Uma banda de cinco músicos ocupa o palco.

SERVIÇO:

Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran (1.010 lugares)

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros

Informações: 3095-9400

Datas: Sábado (16), 21h e domingo (17)

Horário: 18h

Ingressos: R$ 15,00

Bilheteria: 10h/21h30 (ter. a sex.); a partir das 10h (sáb. e dom.

Cc.: todos. Cd.: todos.

Estac. (R$ 5,00)

Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc.

 

Dias e Dias… fevereiro 12, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 3:24 am
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cansada.gif

Todos nós temos dias e dias. Dias bons e alegres, dias ruins, dias tristes, dias que nem sabemos classificar direito. Hoje o dia tá estranho, dia ruim, cinza! Nada de grave aconteceu, pelo menos com a minha pessoa… mas acho que a esperança se esqueceu de acordar comigo. É, as vezes ela esquece mesmo. Vai ver estava ocupada quando levantei hoje cedo.Ligo a TV e é tanta ignorância, injustiça, tantos dramas diferentes, tanta coisa triste, violência… que o meu vira quase piada! Quase. Às vezes tenho a sensação de que o mal vai vencer o bem. Como pode? E a nossa esperança? Ela se esqueceu de mim hoje. E os outros dias? Dá vontade de chorar. A dor toma conta do peito… e com o peito cheio vem mesmo o choro. Mas que coisa!!!
 
Junto com o choro vem a decepção. Isso é um troço difícil de lidar, como pode o ser humano ser então é indigesto? É essa a minha impressão quando assisto aos noticiários e vejo tanta coisa ruim acontendo. O amor e a união tem que ser maior que a ira, que a inveja, que o ódio. Mas no reino do Brasil, a impunidade domina e a justiça tarda e por aqui costuma falhar.
 
Eu ia vestir preto hoje. Desisti. Hoje é segunda-feira. Vesti branco pros meus orixás… eita! Ó a esperança acordando!!!!

 

Fios fevereiro 10, 2008

Filed under: Sem-categoria — moazevedo21 @ 12:48 am
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Eu aceito meus cabelos brancos. Aceito assim, né… que eles não apareçam descaradamente na minha franja!!! Felizmente eles nascem (são dois) só no lado direito e perto da orelha… e dois bem no meio da minha cabeça. Crescem em pé e me sinto o Cebolinha!! Coisa mais patética. Então é assim… esses meus quatro cabelos brancos eu arranco mesmo. Olha, quer saber?! Não aceito cabelo meus cabelos brancos!!!!

 

Mentira e Tédio fevereiro 8, 2008

Filed under: textos — moazevedo21 @ 1:57 pm
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Voltei de uma conversa com um amigo e um pensamento não saia da minha cabeça. Vivemos num mundo regido pela mentira, que é um elemento dominante do caráter humano, seja qual for a raça ou o credo. Qualquer um que afirme o contrário, prefere mais uma mentira. Eu já estava catando o email do Bin Laden para propor o fim do mundo quando o telefone vermelho tocou.
– Mocinha, o que você tem na cabeça?
– Ai, Nelson… o que foi que eu fiz dessa vez?
– Que história é essa de bomba atômica para acabar o mundo por conta de paranóias suas?
– Paranóia? O mundo tá perdido, caro Nelson. Vivemos uma eterna mentira.
– Minha cara, o homem é obrigado a mentir porque vive num mundo regido pela mentira. Sabemos que não deveríamos mentir, pois internamente sobrevive no indivíduo uma reminiscência de pureza e consciência. A mentira atenta gravemente as formas-pensamento, do nosso corpo astral e mental, além de deformar a personalidade.
– Você me diz isso tudo e não quer que eu fique deprimida e queira um mundo melhor, Nelson?
– Acorde, Mocinha. Só o tempo poderá corrigir o efeito da mentira que provoca no homem o retroceder, atrapalhando seu caminho evolutivo, acentuando o desequilíbrio nos corpos sutis. Receamos ser enganados e a mentira pode ser um recurso para mostrar que tememos nossa potencialidade superior.
– Já entendi então. Quando a mentira torna-se uma defesa, a conseqüência é o tédio ou angústia.
– Tá aprendendo as coisas mais rapidamente, hein? Não deixe se abater pelo tédio, nem sofra por motivos fúteis. Use o raciocínio. O tédio é uma forma de possessão do demônio chamado “burrice”. Lute contra o tédio! Ninguém conseguiu defini-lo. Alguns acham que é um aborrecimento; outros, um mal-estar ou cansaço puro, simplesmente. O certo é que a doença dos inertes só ataca quem não tem disposição para nada. Mas, lembre-se que sua alma transborda de proteção!
– Acho que quem me protege aqui é você. Quer dizer que o tédio é a perda da potencialidade criativa da alma, da capacidade de sonhar, lutar ou de ter bons pensamentos?
– Você tá inspirada hoje ou o que? É isso mesmo. Suba a escada que existe na mente e atinja o céu! Para os entediados, nada vale a pena. E para você?
– Será que eu preciso responder depois dessa conversa de hoje?! Obrigada por hoje e por outros dias.
– Mocinha, comporte-se.